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Empregos alternativos!

  • 8 de jul. de 2015
  • 9 min de leitura

Profissionais de diferentes áreas unem criatividade e oportunidade na prestação de serviços, oferecendo recursos inusitados aos consumidores.

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Tempos modernos demandam soluções criativas e eficazes que facilitem a vida dos consumidores. De quebra, ampliam o leque de oportunidades de trabalho para quem está fora do mercado ou quer inovar a forma de ganhar o pão de cada dia. Nesse contexto, a prestação de serviços que desafoguem a correria diária é bem-vinda e tem clientela adepta – cada qual de acordo com suas peculiaridades. Hoje em dia é possível ser pessoa física e ter uma secretária temporária em outro estado, possuir uma agenda cheia e mesmo assim vestir roupas muito bem garimpadas em lojas de grife. Também dá para cozinhar na frente da nutricionista com a dieta orientada para toda a família e encomendar mais bebida em plena madrugada sem precisar sair de casa. E mais: ter alguém que cuide, eduque, passeie e faça companhia para seu bichinho de estimação, enquanto você trabalha. Essas são algumas das muitas alternativas que surgiram no mercado nos últimos anos, e se consolidaram graças à necessidade da maioria das pessoas de ganhar tempo em nome da comodidade.No ranking de ofícios recentemente inseridos na oferta de prestação de serviços, uma nova profissão está em alta: a de passeador de cães - ou dog walker. Eles já têm trabalho garantido principalmente em cidades como Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, atendem a uma média de 10 a 15 clientes por dia e fazem a alegria de cães cujos proprietários estão ocupados demais para lhes proporcionarem algumas horas de diversão e lazer. Em todo o Brasil, empresas do ramo cobram em média de R$ 20,00 a R$ 30,00 por um passeio avulso de cerca de uma hora e meia, mas fazem descontos para quem fecha pacotes mensais. O serviço é procurado, em geral, por pessoas que moram sozinhas e trabalham o dia todo, casais sem filhos e idosos que gostam da companhia do animal de estimação, mas não têm condições de realizar caminhadas mais longas. As trilhas são executadas por profissionais treinados para lidar com diferentes raças de cães (existe certificado de curso de dog walker ou adestrador). Portando certa dose de paciência e muita disposição, eles passeiam com o melhor amigo do homem e aproveitam a volta para sociabilizá-lo e exercitá-lo. A crescente demanda tornou a atividade uma boa opção para quem quer mudar de profissão. O pré-requisito fundamental para entrar no setor é gostar muito de animais, conhecer as diferentes raças e saber lidar com elas (por isso é importante que o profissional faça pelo menos um curso com base em educação de cães). Os passeios são realizados em horários pré-agendados, por profissionais que se apresentam com identificação e uniforme. A saída se dá em momentos com baixa incidência de sol e preferencialmente em praças ou parques próximos às residências dos cães. Na capital paulista, a empresa Dogwalkers promete inserir exercícios e brincadeiras. Em Ribeirão Preto (SP), a Dog Walker RP prefere levar um cão por passeio quando se trata da primeira experiência. Somente depois de sociabilizado é que o cachorro está pronto para sair acompanhado de outros cães. Em Porto Alegre, a adestradora Isis Brancher decidiuINVESTIR na profissão há cerca de quatro anos. Hoje, ela garante que não pretende fazer outra coisa que não esteja relacionada a isso. “É muito gratificante, os cães me reconhecem, fazem festa quando vou buscá-los. O trabalho bom envolve afeto, e, acima de tudo, exige muita responsabilidade, pois tratamos com outras vidas”, pondera. Segundo ela, mais do que um passeio em que o cachorro irá se sociabilizar, algumas vezes o bichinho está carente de atenção dos donos. “É um momento de alegria para o cão.” E também faz um alerta: é fundamental usar coleira e guia nos passeios para que o animal não se perca ou sofra algum acidente. A especialista lembra que muitas pessoas criam seus cães em apartamentos, e os passeios convencionais - como a tradicional volta no quarteirão - por vezes não são suficientes. Assim, corre-se o risco de o bichinho voltar para casa sem gastar a energia necessária, o que pode gerar estresse - e levá-lo a destruir sapatos e roer móveis - ou até mesmo causar tristeza e depressão. “Em alguns casos os cães ficam horas sozinhos em pequenos espaços”, reforça Isis. Atividades físicas prazerosas, educativas e recreativas regularmente melhoram a qualidade de vida do bicho de estimação, otimizando seu comportamento, com disciplina, e tornando sua vida mais feliz.

Secretárias pré-pagas auxiliam executivos em deslocamento

A paulistana Patrícia Coelho, 29 anos, trocou a função que exercia no departamento administrativo de uma indústria de São Paulo há um ano e meio para trabalhar como secretária temporária recebendo um salário fixo. Parece confuso, mas é isto mesmo. Patrícia é uma das 45 secretárias bilingues do Grupo Virtual Office, com unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, que atende a cerca de 70 de executivos de diversos estados. Os serviços são pagos à empresa por hora trabalhada. Mas as secretárias recebe remuneração fixa, independentemente de quantos clientes atenderem. Em geral, o trabalho é contratado por duas ou três horas, podendo se estender a um ou dois dias, e, em casos mais específicos, até uma semana. A secretária temporária é um dos principais serviços de escritório que a empresa oferece, de forma avulsa. As profissionais têm tarefas semelhantes às de secretária-executiva, mas atendem a um perfil diferente de cliente. São profissionais liberais, que não possuem secretária própria, e que eventualmente precisam contratar uma. “Para o cliente, facilita a vida, é barato e ele ainda tem a vantagem de só chamar quando quiser”, defende Patrícia. Muitas vezes, quem chama o serviço está em viagem de negócios ou lazer, e precisa que alguém reserve diárias deHOTEL ou de um carro, cadastre inscrição em eventos, agende passeios, jantares, entre uma infinidade de outras demandas. Este é o diferencial delas, mas as temporárias também podem ser acionadas apenas para realizar ligações, digitar atas ou enviar correspondências. “Para realizar este tipo de trabalho, a temporária usa a internet e o telefone, e cobre 80% do serviço de uma secretária-executiva”, garante Mari Gradilone, diretora do Virtual Office - que reproduz o ambiente de um escritório, disponibilizando salas de reuniões e equipamentos, como fax, telefone e impressora para locação. A empresária conta que enxergou a oportunidade através da necessidade dos próprios clientes. “A diferença é que estas secretárias trabalham para vários patrões, então têm que ser mais dinâmicas e versáteis - toda vez que atendem o telefone, estão representando uma empresa diferente, e têm que imaginar que aquele é seu único foco”, ressalta Mari.

Escolher as roupas alheias vira negócio

Beneficiar a compra racional, e não a emocional, é o objetivo principal do trabalho da consultora de estilo Roberta Gerhardt, que há seis anos trabalha como personal stylist dando dicas de como se vestir para centenas de pessoas (principalmente mulheres) de diversos estados brasileiros. Na prática, ela faz mais do que isso: é também uma personal shopper, ou seja, vai às compras no lugar do cliente. O serviço é completo. Antes de percorrer lojas de grifes garimpando roupas, ela encontra a pessoa, conhece o tipo físico, o estilo, abre (literalmente) o guarda-roupas e conhece as peças já existentes. O próximo passo é saber qual o orçamento do cliente. “O shopper é um facilitador da questão financeira na hora de adquirir vestuário novo”, diz a profissional, que cobra por hora trabalhada. “Vale a pena, pois o cliente tem a garantia de que aquela aquisição vem com custo-benefício.” Roberta se deu conta deste nicho devido à agenda de alguns profissionais e da necessidade que eles têm de manter uma boa aparência. “As pessoas tendem a valorizar o visual. Se elas não estão comunicando aquilo que precisam profissionalmente, passam uma imagem equivocada e podem até perder trabalho”, alerta. E é aí que ela “mete o dedo”. Assim que relaciona as informações necessárias, vai às compras, faz a separação das peças e envia para o cliente experimentar em casa - quando está em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro - onde ela comparece para ajudar a compor um visual para cada ocasião. Quando atua em Porto Alegre, Roberta deixa os itens separados na loja - depois é só o cliente experimentar e pagar as compras. “Não tenho relacionamento com lojas, para poder ter liberdade de cobrar um bom serviço para minha clientela”, ressalta a personal shopper. O perfil de quem procura este serviço é de pessoas muito ocupadas, ou que não estão acostumadas a eventos sociais e precisam se adequar, devido ao cargo ou profissão. Em geral, são profissionais liberais, executivos, pessoas que exercem cargos públicos - com faixa etária a partir de 35 anos. “Meus clientes sabem o que querem, acompanham moda, têm estilo próprio, só não têm tempo de garimpar e encontrar as peças no mercado”, diz Roberta, que antes de descobrir seu talento para a moda e entrar para este nicho atuava como advogada especializada na área trabalhista.

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Nutricionista troca o consultório por atendimento a domicílio

Hoje em dia, o trabalho do profissional de nutrição pode ser mais bem aproveitado por aquelas pessoas que não conseguem seguir à risca as dicas prescritas pela dieta do nutrólogo. Basta que elas procurem uma versão mais personalizada deste atendimento: o serviço de personal nutri, prestado por especialistas que se deslocam até a residência do cliente para avaliar de perto como é a alimentação de toda a família. É difícil fazer dieta onde comem outras pessoas. Em função da rotina dos moradores da mesma casa, das preferências e das particularidades de saúde de cada um, é montado um programa de reeducação alimentar. “Além da prescrição dietética, existe uma reestruturação para que a maneira de preparar os alimentos seja mais saudável e higiênica, bem como o cardápio seja mais nutritivo e variado”, explica a nutricionista Clarissa Camoz-zato Belin. A profissional encontrou nesta variável uma forma mais próxima de atuar e garantir a continuidade dos tratamentos de seus pacientes. “O que tem se visto é que as famílias têm hábitos alimentares parecidos e quando todos buscam a mudança alimentar o efeito é mais positivo a longo prazo.” “No consultório, o nutricionista dá orientação para uma patologia, a domicílio, ele orienta não só o que se deve fazer, mas como fazer”, reforça Lúcia Disconzi, proprietária da NRT Cursos, que forma profissionais da área de nutrição através de diversos cursos, entre eles o de personal diet (ou personal nutri). Ela opina que, no caso do personal diet, o serviço é mais especializado. “Como é inviável ter cozinha experimental no consultório, é mais possível de o paciente aderir ao tratamento se o nutri vai até sua casa, abre a geladeira, diz o que ele tem que comprar, como deve preparar, de acordo com sua necessidade.” E é exatamente isso que acontece na maioria dos casos: ensina algumas técnicas culinárias para quem prepara as principais refeições, fato que atinge positivamente toda a família do paciente, que ganha uma alimentação mais saudável. Além disso, o profissional que opta por oferecer este serviço também se dispõe a acompanhar a pessoa no supermercado para ensinar a comprar os alimentos e conferir rótulos. E não é incomum que o personal acompanhe o paciente em restaurantes, para ensinar a fazer boas escolhas nos buffets. De acordo com Clarissa, que atende também no consultório, para o nutricionista que trabalha só como personal diet, a maior vantagem é a flexibilidade de horários e o fato de não ter custos fixos, como locação de um espaço, luz e telefone. “O retorno financeiro é positivo, mas como todas a profissões autônomas existe a questão de períodos de maior e menor demanda.”

Tele-entrega garante bebidas em plena madrugada

O costume de sair no meio da festa para comprar mais cerveja está com os dias contados. Se depender do empresário Vinícius Müller, 24 anos, o serviço de tele-entrega de bebidas vai dominar o mercado em pouco tempo. Ele registrou a marca Tele-Trago e iniciou o negócio em dezembro, com o auxílio de um motoboy. A demanda exigiu que contratasse mais dois funcionários para tocar o negócio. Nesse período, registrou um aumento de 300% nas vendas. Em média, são 50 entregas semanais em horários que variam de acordo com os dias da semana - na sexta-feira e no sábado, por exemplo, a entrega ocorre das 20h às 4h. Movido pela própria vontade de poder comprar cerveja no meio da noite sem sair de casa, Müller (que sempre trabalhou em multinacionais) revela que criou o modelo de negócio visando a ter seu próprio empreendimento. Atualmente, ele cursa a faculdade de Engenharia de Produção. “Já necessitei deste serviço, fiz pesquisa de mercado primeiro com amigos, depois com universitários e a ideia foi muito bem aceita”, recorda o jovem empresário, que formulou seu plano de ação através de orientações disponíveis no site do Sebrae. Nos quatro freezers disponíveis no depósito, Müller tem cerveja, vodka, uísque, energético, gelo, refrigerantes, água e chope. A entrega também dispõe da opção de copos plásticos e cigarros. “A bebida chega gelada mesmo, pronta para beber. O serviço é uma comodidade e facilidade para o cliente, além de ser mais seguro e 30% mais barato que sair para comprar em lojas de conveniência”, compara o empresário. Por enquanto, o Tele-Trago atende apenas à região central da cidade. Mas em breve vai ter que pensar em ter filiais na zona Norte e na zona Sul: tem até bares erguendo o telefone para chamá-lo.

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Umas ótimas dicas para superar a crise, não é mesmo?? O que não dá é ficar deprimido e crusar os braços...


 
 
 

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